passando as noites
vendo a lua crescer
minguar e desaparecer
passo a noite
em pretensões
de apenas ser
de poros abertos
para o prazer,
atenta ao perigo -
ossos de um ofício
de apenas ser -.
escapo dos olhos da noite
enquanto fecho os meus
na entrega sonora
de me reconhecer.
vem, aprendi um atalho.
vem, acorda!
não sou eu a desonesta...
inocentes só são as pedras.
carta-resposta - sexta 13 de março de 2015.
fragmento:
"Todo tempo as pessoas querem te convencer de esquecer o que é
desagradável. Bobagem! O que somos se não memória do trajeto que
percorremos? Quando se crê que é possível andar sempre pelo lado
lindo e luminoso, muitos incovenientes vividos acabam nos atrapando
nas voltas do mundo, repetindo situações que insistimos em
esquecer.
Delícia é viver com plenitude, por mais que lidar com “tudo”
seja um fardo, às vezes, pesado de carregar. Eu acredito que é
possível, mesmo que não constantemente, estar pleno.
Vejo meu corpo enrugar. Nas linhas ao redor dos olhos, nas estrias da
pele que fica flácida. Vou tomando consciência de cada história
gravada nesse enrugar. Me olho no espelho com admiração e medo. O
que virá? O que virá? Melhor deixar ser, perceber que nem sempre
estamos no controle do tempo."
Previsto
mesmo já sabendo
que o tempo
no seu caminhar
vai curar,
vai trazer o esquecimento
e a dor de não entregar meu gozo
a ti
vai passar.
Mesmo já sabendo...
do agora não há escapatória
Por hora as células movem
não se encontram
nem percebem
todo o demais ao redor,
(e tão pouco o vago sabor de estar só).
olhar o que está dentro
sonhar no contratempo da dança dos astros
pousar junto ao pó das pedras do deserto.
melhor fluir... matar o tempo.
que o tempo
no seu caminhar
vai curar,
vai trazer o esquecimento
e a dor de não entregar meu gozo
a ti
vai passar.
Mesmo já sabendo...
do agora não há escapatória
Por hora as células movem
não se encontram
nem percebem
todo o demais ao redor,
(e tão pouco o vago sabor de estar só).
olhar o que está dentro
sonhar no contratempo da dança dos astros
pousar junto ao pó das pedras do deserto.
melhor fluir... matar o tempo.
Enzima
sonhar quando
o vento é molhado e frio
sabendo que mesmo caminhando
em solidão
nunca se está só
(desviando os ataques
os zumbis
os tiranos)
a vista por vezes não cabe
de tanto ver
busco o alcance do céu
abrir peito
e respirar profundo
Pois caminhar no labirinto
onde o corpo putrifica
faz meu estomago revirar enzimas
do engodo que é tolerar
violencias e mesquinharias.
A verdade é
que nenhum desafeto
vale a azia
Luna Sonriente
Ya!
Esa noche
la vida tiembla.
Le acojo a mis pies
enseño mis sueños a nadar.
Yo no sé nadar
?pero eso que importa
cuando uno habla de imaginación?
Ya!
Quisiera parar un rato
concentrarme en mi
en la rutina
en todo lo que hay que hacer
Pero no
Me quedo hablando sola
Yendo y volviendo en el tiempo
recreando historias olvidadas.
Hasta que miro al cielo
(ya es noche otra vez)
y me pongo a sonreir.
Tu, gigante,
me sonrie de vuelta.
Esa noche
la vida tiembla.
Le acojo a mis pies
enseño mis sueños a nadar.
Yo no sé nadar
?pero eso que importa
cuando uno habla de imaginación?
Ya!
Quisiera parar un rato
concentrarme en mi
en la rutina
en todo lo que hay que hacer
Pero no
Me quedo hablando sola
Yendo y volviendo en el tiempo
recreando historias olvidadas.
Hasta que miro al cielo
(ya es noche otra vez)
y me pongo a sonreir.
Tu, gigante,
me sonrie de vuelta.
Pele em Febre
Corto caminho
nas buscas
nos encontros
Assim te vejo
solto os braços
abro peito e me desarmo.
Peço licença,
me lanço
Tão delicioso se jogar
olhar o céu
e flutuar
A luz ofusca.
Por momentos me vejo
balanço, descanso
no teu seio
me deixo levar.
Assim passam as horas
e no teu peso suave
me engrandeço.
Sou do tamanho exato.
Nem mais, nem menos
Sou meu ponto de contato.
Passado o tempo
sinto que queimo.
nas buscas
nos encontros
Assim te vejo
solto os braços
abro peito e me desarmo.
Peço licença,
me lanço
Tão delicioso se jogar
olhar o céu
e flutuar
A luz ofusca.
Por momentos me vejo
balanço, descanso
no teu seio
me deixo levar.
Assim passam as horas
e no teu peso suave
me engrandeço.
Sou do tamanho exato.
Nem mais, nem menos
Sou meu ponto de contato.
Passado o tempo
sinto que queimo.
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