Amarras

Um corpo
moldado
dominado
pornográfico
dominante

do massacre ao prazer
Bem vindos
à sociedade de contole
(de corpos)

Hungry again...

Sempre faminta
Sempre na busca
da brecha da vida
onde possa escutar
meu coraçao.

Onde possa refrescar-me
na verdade
composta de 'agua, terra,
ar, fogo e vento.
e nào papel e nümeros.

Já näo me desespero
a noite sempre vem.

Ampulheta

Escrevo ao tempo
do vento.

Logo se apaga.

Ainda sobre verdade

E se vai mais
adentro
em busca de uma
tal segurança
estabilidade
que agora nomeio
intimidade

Daí
se joga a pele
para fora
em busca
do medo
do incerto
que agora é (e sempre será)
novidade

Nenhuma segurança-de-constancia-íntima
me livra de estar
despreparada.

Desencuentro

algo en la tela se rompió

las visiones submarinas
las charlas vacias
la busca que no encuentra

algo en mi se perdió

pero

pero

pero

no busco más
es vacio, y dulce
y amargo

el amor comprimese en pastillas
las escupo afuera

Litosfera

Eu cavei por baixo
da mesma.

Assim mesmo
sem referências
e sem pontos de meta.

Eu nadei profundo
sem tomar ar
em busca de algo
escondido
e raro.

Tudo soterrado
nas quimeras
sonhadas por poetas soturnos,


Ou por simples descuido
enterrei teus olhos
no esquecimento

E ficou a espera
da musa e os cantos
da existência
sem mistérios.

Advinho o que pensas
Advinho os desejos
e nesses espaços
me roubas tempo.

Há só momentos de agora
e isso, ainda, me supreende.

Inventário

Sou cria de fogo
e catástrofe.
O mundo gira
A vida urge.

Eu vou restar
depois do fim
Estarei atenta.

Os coraçöes iluminados
cantaram a bardos
nossos cânticos sagrados

Com peito aberto
com os poros abertos

Eu vou restar
depois do fim
despreocupada o suficiente
para tudo fluir.