mesmo já sabendo
que o tempo
no seu caminhar
vai curar,
vai trazer o esquecimento
e a dor de não entregar meu gozo
a ti
vai passar.
Mesmo já sabendo...
do agora não há escapatória
Por hora as células movem
não se encontram
nem percebem
todo o demais ao redor,
(e tão pouco o vago sabor de estar só).
olhar o que está dentro
sonhar no contratempo da dança dos astros
pousar junto ao pó das pedras do deserto.
melhor fluir... matar o tempo.
Enzima
sonhar quando
o vento é molhado e frio
sabendo que mesmo caminhando
em solidão
nunca se está só
(desviando os ataques
os zumbis
os tiranos)
a vista por vezes não cabe
de tanto ver
busco o alcance do céu
abrir peito
e respirar profundo
Pois caminhar no labirinto
onde o corpo putrifica
faz meu estomago revirar enzimas
do engodo que é tolerar
violencias e mesquinharias.
A verdade é
que nenhum desafeto
vale a azia
Luna Sonriente
Ya!
Esa noche
la vida tiembla.
Le acojo a mis pies
enseño mis sueños a nadar.
Yo no sé nadar
?pero eso que importa
cuando uno habla de imaginación?
Ya!
Quisiera parar un rato
concentrarme en mi
en la rutina
en todo lo que hay que hacer
Pero no
Me quedo hablando sola
Yendo y volviendo en el tiempo
recreando historias olvidadas.
Hasta que miro al cielo
(ya es noche otra vez)
y me pongo a sonreir.
Tu, gigante,
me sonrie de vuelta.
Esa noche
la vida tiembla.
Le acojo a mis pies
enseño mis sueños a nadar.
Yo no sé nadar
?pero eso que importa
cuando uno habla de imaginación?
Ya!
Quisiera parar un rato
concentrarme en mi
en la rutina
en todo lo que hay que hacer
Pero no
Me quedo hablando sola
Yendo y volviendo en el tiempo
recreando historias olvidadas.
Hasta que miro al cielo
(ya es noche otra vez)
y me pongo a sonreir.
Tu, gigante,
me sonrie de vuelta.
Pele em Febre
Corto caminho
nas buscas
nos encontros
Assim te vejo
solto os braços
abro peito e me desarmo.
Peço licença,
me lanço
Tão delicioso se jogar
olhar o céu
e flutuar
A luz ofusca.
Por momentos me vejo
balanço, descanso
no teu seio
me deixo levar.
Assim passam as horas
e no teu peso suave
me engrandeço.
Sou do tamanho exato.
Nem mais, nem menos
Sou meu ponto de contato.
Passado o tempo
sinto que queimo.
nas buscas
nos encontros
Assim te vejo
solto os braços
abro peito e me desarmo.
Peço licença,
me lanço
Tão delicioso se jogar
olhar o céu
e flutuar
A luz ofusca.
Por momentos me vejo
balanço, descanso
no teu seio
me deixo levar.
Assim passam as horas
e no teu peso suave
me engrandeço.
Sou do tamanho exato.
Nem mais, nem menos
Sou meu ponto de contato.
Passado o tempo
sinto que queimo.
Luz de mormaço
Pudiera nombrar
mormaço
En un invierno pantanoso
y sombril
y hermoso
por que no?
Pudiera nombrar
todas las luces
por detrás
de la ventana
de las alamedas
de ti
Y bueno...
ya hay tiempo de volver intentarlo.
Aos que virão
São poesias o
que marcam minha pele
preta
de córrego vermelho.
De Ventre e Vísceras?
Não,
Apenas de raíz.
Por muito, não soube
de onde ela vinha,
mas o sol, ao meu lado
sempre caminha.
Daí crescia e crescia
até chegar aqui.
Olhando as minhas
E aprendendo com elas.
O céu esqueceu da negra
História.
Esqueceu de uma terra
escrava
de homens magros
e plantas que não esquecem
jamais.
Às vezes, faço o caminho de volta
Chego no afago quente
na família forte.
Negra que se me faz sentir.
que marcam minha pele
preta
de córrego vermelho.
De Ventre e Vísceras?
Não,
Apenas de raíz.
Por muito, não soube
de onde ela vinha,
mas o sol, ao meu lado
sempre caminha.
Daí crescia e crescia
até chegar aqui.
Olhando as minhas
E aprendendo com elas.
O céu esqueceu da negra
História.
Esqueceu de uma terra
escrava
de homens magros
e plantas que não esquecem
jamais.
Às vezes, faço o caminho de volta
Chego no afago quente
na família forte.
Negra que se me faz sentir.
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