submarino negro
de costas trançadas
soterrava as esperanças
cantadas na vida cega
Submarino negro
submerge as entradas
as mata afogadas
Trancei teus cabelos
rasguei as cartas
Mirar a mágoa
Sugar dela.
Domingo, 6 de julho de 2008.
covarde a busca por noites tranqüilas
tanto ecoar, em busca de mais solidão
parte de tudo que entendemos por decantar
eu não entendo o que dizes
esses tantos dizeres que me provocam a sensação
de desencontro
daí propomos o andar
antes só singular
buscar noites quietas num só lunar
eu converso
me conecto
só estar
perto do que me encandeia
do que afirma em ante-mão (não precisamos mais doer)
em busca de pedaços com encaixe
é cama e carrasco meu corpo.
tanto ecoar, em busca de mais solidão
parte de tudo que entendemos por decantar
eu não entendo o que dizes
esses tantos dizeres que me provocam a sensação
de desencontro
daí propomos o andar
antes só singular
buscar noites quietas num só lunar
eu converso
me conecto
só estar
perto do que me encandeia
do que afirma em ante-mão (não precisamos mais doer)
em busca de pedaços com encaixe
é cama e carrasco meu corpo.
Quarta-feira, 18 de junho de 2008.
Sangria
a vida rala
rasa de imagens
rala, e pouca e quase nada de sincronias
anáfora, amorfe, anágora.
vida em pausa
dos sangues correntes
nas veias, e nos seios e nos ralos.
vida violenta, violada, violeta
Tombada em esquinas
estupros
ruínas
abusos
versos tensos
ritmados por agonia
agonia
a
go
nia
a vida rala
rasa de imagens
rala, e pouca e quase nada de sincronias
anáfora, amorfe, anágora.
vida em pausa
dos sangues correntes
nas veias, e nos seios e nos ralos.
vida violenta, violada, violeta
Tombada em esquinas
estupros
ruínas
abusos
versos tensos
ritmados por agonia
agonia
a
go
nia
Segunda, o9 de junho de 2008.
Outro Sonho
Contar aos teus olhos
que cantei alto até que a terra
vibrasse
Contar aos teus pêlos
que expirei noites frias
até que o sol morresse.
Contar as tuas rugas
que rasguei os planos
até que a mentira cansasse.
Contar aos teus olhos
que cantei alto até que a terra
vibrasse
Contar aos teus pêlos
que expirei noites frias
até que o sol morresse.
Contar as tuas rugas
que rasguei os planos
até que a mentira cansasse.
:: Segunda-feira, Abril 21, 2008 ::
abrir-se em nada mais que...
era branco quase nada
tão longe quase nunca esperava
compus rima em mente
nada sujei em pele
quando o dia compôs
sorri
quando inventei o sol
cansei
mas eram todas brancas (as manhãs)
as páginas
todas tristes, as quimeras
agora que o som é quase calado
sigo raso o que falta ser exato.
:: habitante de mim 1:08 PM
... :: Segunda-feira, Abril 07, 2008 ::
Nouvelle Vague combina
(perfeitamente, digo)
com o paraíso
Devemos ser felizes
e longe de todo dever
assim o somos.
Achar o tesouro
fechar os olhos
ficar no escuro
e fugir
(Se você puder).
era branco quase nada
tão longe quase nunca esperava
compus rima em mente
nada sujei em pele
quando o dia compôs
sorri
quando inventei o sol
cansei
mas eram todas brancas (as manhãs)
as páginas
todas tristes, as quimeras
agora que o som é quase calado
sigo raso o que falta ser exato.
:: habitante de mim 1:08 PM
... :: Segunda-feira, Abril 07, 2008 ::
Cine-poema I
Outra Milonga
e por menor que seja a viga
não basta ombro e encosto
não basta a vida pra sustentar
Há tropeços de vôo raso
coisas miúdas pra se importar
roupas leves que quaram pelo dia
riso novo de quimeras antigas
Tão pouco é o sotaque que muda
talvez, e também, a terra árida
e aqui úmida.
dos olhos de pessoas que já não podem
mais esperar...
o ar:
(o sopro dos messias escondidos em demagogias)
É vapor quente.
E agora sei, que o melhor vento
é aquele clandestino
que de tão fresco anuncia chuva.
:: habitante de mim 12:25 PM
...
Nouvelle Vague combina
(perfeitamente, digo)
com o paraíso
Devemos ser felizes
e longe de todo dever
assim o somos.
Achar o tesouro
fechar os olhos
ficar no escuro
e fugir
(Se você puder).
:: Quinta-feira, Janeiro 31, 2008 ::
toda derme
"profunda é a pele..." (Paul Valéry)
Sabia do gosto
- tempero da vida -
soaram outros sopros
outras formas de escrita
Vi na crueza da rua
pontes de pele
entre eu e a poesia
Em paredes, calçadas
e no véu das cortinas
algo mais forte
rompia os muros
pincelados de ideologias
Sem estrutura
O caos chega calado
me abriga em dança
rasgando a surdez
desse sonhos contidos.
:: habitante de mim 6:33 PM
... à quem se entrega
Palhaço, antes era medo
de tua imagem
hoje é algo além de risos
Não sei dizer
talvez algo como conforto
intimidade
não... já sei
Do teu lado sinto liberdade
Palhaço de riso largo
fala rouca e atropelada
Se teu relógio fosse o tempo
já estaria tudo resolvido
Mas assim (sem tempo) é melhor
dá pra respirar com calma
e na sobra da vida criar.
"profunda é a pele..." (Paul Valéry)
Sabia do gosto
- tempero da vida -
soaram outros sopros
outras formas de escrita
Vi na crueza da rua
pontes de pele
entre eu e a poesia
Em paredes, calçadas
e no véu das cortinas
algo mais forte
rompia os muros
pincelados de ideologias
Sem estrutura
O caos chega calado
me abriga em dança
rasgando a surdez
desse sonhos contidos.
:: habitante de mim 6:33 PM
... à quem se entrega
Palhaço, antes era medo
de tua imagem
hoje é algo além de risos
Não sei dizer
talvez algo como conforto
intimidade
não... já sei
Do teu lado sinto liberdade
Palhaço de riso largo
fala rouca e atropelada
Se teu relógio fosse o tempo
já estaria tudo resolvido
Mas assim (sem tempo) é melhor
dá pra respirar com calma
e na sobra da vida criar.
:: Terça-feira, Dezembro 04, 2007 ::
Outro Lar
Sobre nossas cabeças uma oferenda.
achada no véu
de um sonho retido.
Alguém veio, e disse que não
tudo que é resto
(que é tudo que temos)
é achado no lixo.
Sobre nossas cabeças uma oferenda.
achada no véu
de um sonho retido.
Alguém veio, e disse que não
tudo que é resto
(que é tudo que temos)
é achado no lixo.
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